riqueza vocabular
A língua portuguesa arrisca-se a ficar em banho-maria, dado os novos falantes assentarem o seu ‘português’ quotidiano na base mínima exigível (caralho, merda, porra, foda-se + sms). Matias Sandorff, construtor civil do Leste, contentava-se com o seu eslavo nativo, mas a mecânica das obras públicas e privadas em que vegetava, obrigou-o a praticar o ‘português técnico’ (caralho, merda, porra, foda-se + sms) consoante o calibre do prego que espetava no dedo. Chez soi, Matias já se habituou, sobretudo com os filhos que frequentam a Escola Secundária Eça de Queirós, pródiga em caralhos, merdas, porras, foda-se + sms, à míngua vocabular em que se fez o camoniano.
Comentários
Enviar um comentário