Hiroshima, mon amour
O tenente-coronel piloto aviador Ildefonso Manta Rota, reduzido a insípidos voos de observação no decorrer da guerra colonial, sonhava com a arma nuclear e, sobretudo quando já bebido, proclamava alto e bom som na messe de oficiais que ‘isto por aqui, resolvia-se com uma bomba atómica!’ Graças sobretudo à escassez de meios e não propriamente ao raciocínio, tal não foi possível. O Manta Rota acabou reformado, sem ver materializado o seu desejo maior. Hoje, num apartamento próximo de Sintra, ainda se excita ao sonhar com engenhos nucleares, não havendo semana em que a mulher-a-dias não tenha de lhe mudar os lençóis conspurcados por disparo orgasmático nocturno de ‘origem nuclear’.
Comentários
Enviar um comentário