forma

Alda Caroço fez-se professora de português numa época em que a língua estava sujeita a rígido código de estrada, abundando os sinais de trânsito proibido e sendo perigoso trilhar parágrafos interditos. Para ela, a ‘arte do escrever’ consistia em dar forma harmoniosa às letras do alfabeto e mais acessórios da escrita, cumprindo as regras de condução vigentes, estádio que se atingia copiando milhentas vezes o abecedário e levando outras tantas ‘reguadas’. Após Abril, Alda ficou desnorteada. Conduzissem pela faixa da esquerda e escrevessem o que lhes desse na gana, mas preservassem a forma, dizia ela. Mas com o novo código, letras e ideias passaram a circular de outro modo. Alda, triste, reformou-se! 

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