certidão de óbito
Dionísio Chichorro requereu a sua certidão de óbito, o que lhe daria direito a ter morada no cemitério, invocando que se encontrava naquele estado desde o nascimento. Não tendo meios de provar ser um nado-morto, ao Chichorro nada mais restou senão tentar provar não existir para o mundo dos vivos, dado não possuir cartão de cidadão, não estar inscrito nos cadernos eleitorais nem na Segurança Social, não frequentar o SNS, não receber ordenado nem pagar imposto, não ter habilitações literárias, não ter conta bancária, não ser proprietário de casa… em suma, vivia na rua. ‘- Mas o senhor o que faz? Ando por aí… - Deixe-me ver o decreto regulamentar… de facto, mais vale dá-lo como morto!’
Comentários
Enviar um comentário