música clássica
Concerto em São Carlos: orquestra de segunda, descoordenação entre naipes e dentro dos naipes, tudo à nora, desafinação, entradas erradas. Resultado, um puré de notas informe e maçudo, espécie de pasta sonora. O coro era fraco, vozes gritadas, projecções excessivas, conjunto de sopranos a berrar fora de tempo. Palmas e mais palmas coroaram a exibição. Concerto no São Luiz: a harpista Domenica Wierdman executou ‘Assorda Sençual’ do compositor Karl von Alho (luso-descendente). Parte do público não resistiu a certos apelos da partitura. “Nunca uma harpa provocou tantas respirações e sussurros numa plateia tão erudita como a do São Luiz’, escreveu um crítico. São coisas da música clássica!
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