empalhar
O príncipe pediu aos seus conselheiros para se pronunciarem sobre uma grave questão: como preservar o país da ‘modernidade’. Sim, porque as coisas tem de ser como devem ser e não como uns visionários as vislumbram. ‘A inovação é a mãe de todos os vícios e o manter das tradições representa a única forma de guardar o essencial da nossa ‘identidade’, repete o governante. Os conselheiros, após ponderarem sobre a questão, resolveram aconselhá-lo a empalhar o país. Vai daí, os taxidermistas retiraram da Lusolândia tudo quanto ‘mexia’ deixando ficar apenas os inertes. As fronteiras da pátria seguem sendo as mesmas. Quanto ao mais, é tudo espuma rígida. Ficamos descansados!
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