diversidade
No areal de São Torpes, Elsa olhava cansada para a paisagem natural. O mar, um sem-fim de água e pouco mais. Gaivotas voando baixo à procura de restos de origem humana, já que o peixe não abunda nestas águas. A vegetação das dunas, conjunto caprichoso a puxar para o enfezadinho, assente em montes de areia a relembrar obra inacabada. O que valia eram os navios à vista do porto de Sines, sobretudo porta-contentores e petroleiros, uns a partir, outros a chegar e alguns ancorados, oferecendo um quadro de diversidade e movimento que enriquecia a envolvente, lhe alimentava a curiosidade e dispensava o estafado ‘bio’ que tudo impregna.
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