mão de obra

‘- Ó Cardoso… epá… estou sem gajos para a obra… ouve, já falaste com o Alípio… era por causa daqueles gajos da Guiné… quando é que esses sacanas vêm para a obra? - Olha… quando conseguirem sair do contentor em que vieram… meteram lá malta a mais… e agora… para os tirar de lá… se quiseres, tenho uns paquistaneses vindos de Odemira…  e devem estar frescos… saidinhos da estufa! De qualquer maneira, se não conseguir estes gajos vou buscar uns marroquinos a Arroios… mas lá está… são cinquenta gajos metidos numa cave… se conseguir tirar o primeiro, saco os outros! - Mas tu só trabalhas com gajos embalados…  contentores, estufas, caves? - Epá, é para se conservarem melhor!’

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