exercício difícil

Fernando Pessoa deu o tom: “Valeu a pena? / Tudo vale a pena se a alma não é pequena. / Quem quer passar além do Bojador / Tem de passar além da dor. / Deus ao mar o perigo e o abismo deu, / Mas nele é que espelhou o céu.” Em ‘Uma Casa Portuguesa’, A. Fonseca, R. Ferreira e V. Matos Sequeira atacaram o problema de um outro ângulo. “No conforto pobrezinho do meu lar / Há fartura de carinho / A cortina da janela e o luar / Mais o sol que bate nela / Basta pouco, poucochinho pra alegrar / Uma existência singela / É só amor, pão e vinho / E um caldo verde, verdinho…” Os distraídos permanecem encantados com as letras, uns poucos põem os pés em terra e, quase todos, fiam-se na Virgem e não correm!

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