alma portuguesa

“Há em todos nós um beato, um fanático ou um jesuíta” dizia Antero de Quental (1871) Hoje, no XXI, ainda não está claro se na alma de cada um dos portugueses não estará escondido um canalha, patife, velhaco, safado, vil, ordinário, biltre, cafageste, pulha, crápula, infame, larápio, miserável, ladrão, gatuno, calhorda, salafrário, bandido, mau-caráter, salteador, sacripanta, cínico ou mesmo um estalinista ou um ‘fassista’. De acordo com o reverendo Matias, de cujo curriculum constam 45.678 confissões e outras tantas absolvições, os atributos ou traços acima enumerados, estão presentes na totalidade dos confessandos, o que não põe em causa o facto de todos serem bons rapazes e raparigas. 

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