anonimato
Olavo Leal não falava, não escrevia, não lia, não tinha telemóvel nem internet, não tinha morada conhecida nem se sabia a origem dos seus proventos, desconhecia a família, não tinha documentos nem conta bancária, não usufruía de quaisquer serviços públicos, não tinha amigos ou conhecidos, andava sempre pelo passeio contrário, não tinha carta de condução, não votava nem possuía inclinação política clara… mas acabou preso, porque assim não podia ser! Interrogado, declarou que a sua pátria era o anonimato. ‘Anonimato? Nem tem representação na ONU! ‘Você não passa de um extraterrestre e fica na jaula para ver se se cura! Ah, a seu tempo vamos falar dos impostos em atraso!’
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