praia

Em Pedrouços, sentada em escasso areal e tendo por mar um rio que nem sequer chegou à foz, Henriqueta Duarte reflecte sobre os seus desejos. Em que ficamos? Associar um desejo a uma praia só se fôr por aquelas praias inatingíveis que Henriqueta conhece dos anúncios da TV. Mas se um desejo cabe e se esgota num anúncio, então Henriqueta vai penar muito até entrar no imaginário do celulóide. A ideia de que a ‘praia’ é sinónimo de modelo definitivo da ‘felicidade’ pesa na mente do lusitano comum, preso a esse cansativo malentendido que consiste em associar sol, areia e oceano ao paraíso. No Verão, num quarto alugado em Quarteira, Henriqueta talvez reflicta sobre esta questão.

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