lista de espera
Rosinda Grumirães, nortenha de Cepães Rotos, neta de paupérrimos rurais durienses e filha de pais escravos das vindimas no Douro, nasceu sem estar em lista nenhuma e cedo, qual refugiada na sua própria terra, passou para um universo de listas de auxílio, do qual jamais saiu. Trabalho certo nunca teve e sempre a fizeram ignorar leitura e escrita. Cresceu à custa de esmolas, subsídios, sopas dos pobres… Já mãe e titular de uma ajuda estatal complemento de qualquer coisa, via de longe o salário mínimo nacional. Sabendo bem do seu passado e muito bem da vida, cedo tomou providências: ‘educo o meu filho, o Octávio, para estar em Lista de Espera… é o que aprendi a fazer e é o lugar que lhe oferecem!’
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