viver
‘O quê, o senhor está vivo? Ó homem, marque já consulta num especialista!’ Viver tornou-se numa doença de consequências imprevisíveis. Das finanças sempre em crise à falta de motivação e de atenção, as falhas da memória, o burn out, o cansaço sem motivos aparentes, as dores de cotovelo e as zangas sem fim… O viver tornou-se tão difícil como a procura da cura para o mesmo, multiplicando-se os livros de auto-ajuda e complexas terapias orientais. A vida fez-se numa tragédia, se bem que o trágico não seja propriamente uma categoria patológica. Benedita hesita, dado que um amigo lhe sugeriu que são os sofrimentos e as alegrias que fazem a vida. ‘Curar-se’ dos primeiros é assunto para charlatães.
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