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Irene Buarcos tem uma evidente dificuldade em se adaptar à informatização reinante, tanto mais que o seu corpo não possui um sistema plug-in. As suas portas estão adaptadas ao que já se sabe, mas isso de introduzir nelas fichas usb para a ligar à ‘realidade’… está quieto! Assim sendo, Irene tenta outra metodologia: a oralidade. Mas o seu computador, numa clara manifestação de falta de contemporaneidade, recusa-se a abrir com o ‘abre-te Sésamo’ com que a Buarcos o brinda. Já com o espelho da casa de banho se passa o mesmo. O ‘espelho meu, espelho meu’, apesar de dito com voz cativante, esbarra sistematicamente com o silêncio da superfície polida, ficando-se por saber quem será a mais bela lá do prédio.

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