trabalho

Gertrudes ainda se recorda que ‘pão’ já foi sinónimo da jornada de sol a sol que garantia a sobrevivência de seus avós. Hoje, Gertrudes trabalha oito horas diárias, já experimentou horários contínuos e descontinuados, iniciou-se há bem pouco no tele-trabalho e, desde muito nova, detesta trabalhar. “A minha política é o trabalho”, dizia, outrora, o mago de Santa Comba e tipo que não trabalhasse era apontado a dedo. O direito à preguiça - ‘o meu sonho é fazer nenhum’ - segue condenado e todo o nosso quotidiano subordina-se ao horário de trabalho. À célebre tirada do ‘há mais vida para além do trabalho’, Gertrudes, agarrada às lides domésticas ‘pós-laborais’, apenas acrescenta ‘ah, pois há!’.

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