perfeição
Olhando para os demais à sua volta, Olavo rapidamente concluiu estar rodeado por indivíduos perfeitos. Tinham cabeça, tronco e membros, aparentavam ter músculos e nervos no seu devido lugar, todos se deslocavam como ele se desloca e até respiravam e falavam como ele o faz. Todos, aparentemente, raciocinavam. A rua estava pejada de seres sem defeito, se bem que se diga que a perfeição é rara nos seres humanos. Observando melhor, logo descobriu dedos tortos, olhos vesgos, costas curvadas, orelhas à Dumbo, pernas curtas, rabos arrastadiços já para não falar em ditos estúpidos. Confuso, decidiu não recordar a sua imagem ao espelho. Em boa verdade, nada garantia que não passasse de mais um tosco.
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