número
“Mais que isto / é Jesus Cristo / que não sabia nada de finanças”… dizia Pessoa. Pois, mas hoje, quem não se submeta ao número está perdido. Taxas, índices, coeficientes, sinais de mais ou menos - tudo de preferência adornado por cifrões - povoam a nossa mente. O cidadão comum já lida com biliões do mesmo modo como come uma batata frita. Mas, atenção, quando o termómetro de todas as coisas é um número, quem está verdadeiramente frito é cada um de nós. O facto de, estatisticamente, haver apenas uma retrete por cada dois cidadãos não aponta para um acordar despreocupado. Tanta merda em circulação e escassez de condutas para a evacuar não augura um amanhã muito feliz.
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