estupidez

Há um Portugal, aparentemente urbanizado e pretensamente sofisticado, que de há muito concebe o restante território como local de refúgio de um bando de trogloditas (‘Portugal é Lisboa e o resto é paisagem’), adormecido no tempo e incapaz de se integrar no presente. Ora sucede que as grandes cidades albergam tantos ou mais resíduos de barbárie quantos os existentes no mais longínquo ermo lusitano. O ‘país profundo’, sinónimo de incapacidade de olhar para além do próprio umbigo, com que se mimoseiam os ‘provincianos’, aplica-se com a mesma propriedade à Foz e à Lapa, que ainda não perceberam que a estupidez, para além de certos limites, é pecado mortal. 

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