automóvel
Símbolo de mobilidade, prestígio, poder, velocidade e até com derivações no domínio da sexualidade (‘carro porreiro para o engate!’). A linguagem identifica carro e condutor: ‘estou sem gasolina’ ou’ faltaram-me os travões’. Lavagens e lubrificações ultrapassam os carinhos que se prodigalizam aos demais. Na promoção deste monte de sucata apelam-se a inesperadas delícias extra-mecânicas e o poder político vê no popó, PIB e fiscalidades anexas, um poderoso meio de manutenção da ordem: enquanto se rola para o trabalho ou se trabalha para rolar, a paz reina na cidade. A independência faz-se dependência e o condutor passa de senhor e dono a utente e consumidor. ‘O poder de um chaço!’, comenta Judite.
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