identidade
‘Eu sou Charlie… Gaza… eu sou Ucrânia… Gisèle Pelicot… eu sou imigrante!’ Salcedo assumia as mais variadas identidades e quando foi renovar o Cartão de Cidadão a menina do guichet observou: ‘- Olhe, só se fizer como o Tomás, que dizia, ao visitar todas as terras de Portugal, embora só tivesse nascido numa que, afinal de contas, pelas saudades que todas lhe deixavam, nascera simultaneamente em todas elas!’ Salcedo cedo percebeu que Charlie, Gaza, Ucrânia, Pelicot e imigrante eram areia a mais para um documento de identificação e até se podia entalar, como aconteceu ao pobre Martim Moniz quando tentou impedir que imigrantes mouros fechassem uma porta do castelo de S. Jorge.
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