governar com os mortos
Farto dos vivos, o Primeiro Ministro dedicou-se aos mortos, contabilizou os falecidos e descobriu que milhões de cidadãos jaziam na terra sem qualquer utilidade para o poder. Daí o desejo do governante de que eles participassem de novo na vida pública. Ora, havendo mais vida para além do deficit, haveria certamente mais vida para além da morte e assim os defuntos passaram a cidadãos eleitores. O Primeiro Ministro passou a contar com uma hiper-maioria de votantes, gente agradecida pela oportunidade de figurar de novo nos cadernos eleitorais, que lhe garantia a permanente vitória. Assim dava gosto governar e as eleições foram eliminadas. Os falsos ressuscitados fizeram-se a chave do resultado final!
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