compreensível
A 23 de Dezembro o perú decidiu fugir do galinheiro em que andava aprisionado quando ouviu falar na ceia de Natal. Dias antes, fora a vez de uma galinha, quando duas suas comadres discutiam canja. Um pato já dera às de Vila Diogo quando lhe cheirou a um arroz em que o incluíam. O porco da quinta, num salto épico, deixou a pocilga; o caseiro já há muito andava a murmurar sobre presuntos e chouriços. O mesmo sucedeu com a vaca Matilde que derrubou o aramado quando verificou que o seu dono estava a chegar a acordo com um talhante. O cão, o Tejo, e o gato, o Mingas, por confiarem no seu estatuto de domésticos, deixaram-se estar. Recriminar os que se foram? Caramba, é compreensível...
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