costumes

Ernesto Ruas, pacato lavrador, rachou a cabeça de Remígio Duarte, outro pacato lavrador, por causa duma velhíssima questão de águas que está por resolver desde 1677. Um tetravô do Ruas já rachara a cabeça de um tetravô do Duarte pelo mesmo motivo. Entretanto, o Ruas actual escondeu o corpo do Duarte actual no sobrado da adega deste último, a que tentou pegar fogo com álcool furtado da casa de Benedita, sua vizinha, que o tinha guardado para emborrachar o perú de Natal. Interrogado sobre o sucedido o prof. Penela (etnógrafo), com a concordância do cabo Mateus (GNR) que tomou conta da ocorrência, declarou que a expressão ‘brandura dos nossos costumes’ descreve adequadamente o sucedido.

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