trabalhar
A Ilídio Patranha, morador em Conchilhão, próximo de Bate-Folhas, e funileiro de profissão, arte que o presente apenas autoriza aos formadores da mente, pesam muito frases ditas por dois que tais: ‘deixem-nos trabalhar’ e ‘a minha política é o trabalho’. O trabalhar feito valente e imortal canseira é cultivado por loucos que sabem de cor o manual da ‘normalidade’ e estão presentes no concurso ‘brando quotidiano’, cujo hino louva picaretas e cadeias de montagem, repetindo-se no refrão ‘ai que bom, ai que bom, hoje é outro dia’ No Verão, os veraneantes lusitanos fingem desmentir o amor ao trabalho, gritando ‘não faço nenhum!’, mas, surpresa! no fim das férias, sucumbem ao apelo do primeiro dia útil!
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