superar-se
Face à intensa propaganda sobre a matéria, Alberto Boavida só pensa em superar-se. Ora, devido à configuração físico-mental do lusitano, a superação não pode adquirir entre nós as características que possui na Europa do Norte. O português olha para qualquer desafio na base da interrupção sistemática do ‘esforço’. Em terras de Viriato, um cafezinho, o almocinho, dois dedinhos de conversa, uma mijadela, a vizinha do lado e um ‘ala que se faz tarde’ transformam qualquer esforço numa empreitada esburacada por onde se perde parte da, já de si, pouca energia disponível. Ao fim da tarde, um último copinho, o abaladiço, fornece o combustível para se poder chegar a casa.
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