popó
Eva Meireles passou da desconfiança encapotada para a desconfiança aberta relativamente ao seu marido e às estranhas frases por ele proferidas em diversos momentos do dia, tais como ‘estou sem gasolina’, ‘faltaram-me os travões’, ‘deram-me no traseiro’ ou ‘preciso mudar o óleo’. Vai daí consultou um psicólogo. Falaram de tudo e mais alguma coisa, mas esqueceram o popó, essa lata assente sobre quatro rodas, movida por um motor e encapotada sob o nome de uma marca. Esta maquineta preenche parte importante da alma lusitana e, muito certamente, o essencial da alma de Raúl Meireles, que, até ao dormir, faz pisca-pisca com os olhos cada vez que muda de posição na cama.
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