smartphone

 

Os utentes já são fracos no tocante ao dom da palavra e no uso da imagem nem suspeitam da figura ridícula que fazem diante da câmara do telemóvel: pescoços gorduchos, narizes astronómicos, olhos de boi… Já nem se falam, nem se vêem, cumprem apenas um ritual exigido pela sociedade. A repetição esgota o repertório, fazendo de cada telefonema a cópia exacta do anterior e permitindo, sem margem de erro, prever o próximo e mesmo os telefonemas a fazer nos próximos anos. Os avanços na ‘comunicação’ proporcionaram o fabrico e propagação da vulgaridade a uma escala jamais vista. Um simples smartphone fez-se num feroz instrumento de estupidificação. ‘Porque no se callan’?

Comentários

Mensagens populares deste blogue

quebra-cabeça

protestar?

aviso