ai Noémia…

Para além dos infortúnios da vida, Noémia ainda se consome com aquilo que expele, impressionando-se vivamente com o resultado final de tudo quanto ingere traduzido na natureza dos restos que voltam ao mundo. Que pensarão de nós os não humanos, reflecte Noémia, quando o que temos para oferecer são fezes, peidos, urina, arrotos, gafanhotos carregados de vírus, macacos do nariz, cheiro axilar pestilento, remela, pús… coisas que até assumem contornos desagradáveis ao nosso tacto, odor, paladar, ouvido e olhar? Mas sejamos francos: a humanidade não se incomoda com pequenos pormenores. Ontem morreu um tipo atingido por um pum de origem desconhecida que seguia à velocidade de 0,1 m/s. 

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